quinta-feira, 24 de maio de 2012


llA classificação do São Paulo à fase semifinal da Copa do Brasil dá ao técnico Emerson Leão uma sobrevida no comando da equipe.
llE deve trazer tranquilidade para as próximas rodadas do Brasileiro. Serão pelo menos 3 jogos por esta competição antes dos confrontos contra o Coritiba. E nos 3 o treinador não terá peças importantes: Lucas, Casemiro e Bruno Uvini, que estarão servindo a seleção em amistosos.
llMas mesmo assim, as divergências entre Leão e a diretoria são evidentes e amenizadas apenas pelo bom aproveitamento da equipe.
llTanto João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol, como Adalberto Batista não suportam mais as cobranças publicas de Leão.
llO primeiro inclusive, sempre foi contrário a sua contratação. O segundo teve algumas discussões ríspidas com o treinador nestes 7 meses de trabalho.
llEm minha opinião Leão quando cobra o faz com certa razão. O elenco do São Paulo é curto e essa situação ficou ainda mais evidente com as inúmeras contusões de longa duração de recuperação desde o inicio do ano.
llE ainda tenho comigo que aquela atitude de tirar Paulo Miranda da concentração antes do jogo contra a Ponte Preta tem suas sequelas, inclusive no relacionamento entre diretoria e os jogadores.
llPor falar em atletas, fico com a impressão que Leão conseguiu trazer para si o grupo quando questionou publicamente a ação da diretoria e isso também é um fato que tem aumentando sua sobrevida no cargo.
llDentro de campo, porém, as criticas são justas. O São Paulo é muito irregular, tem um padrão mínimo de jogo e sobreviveu em muitos jogos importantes graças a habilidade técnica de alguns de seus jogadores.
llQuando levantei no Rio de Janeiro domingo, a história me passada por uma pessoa ligada diretamente ao presidente Juvenal Juvêncio percebi que teria trabalho para administrar a situação.
llPrimeiro porque envolvia uma coisa muito pessoal do treinador (uma divida com o Fisco) e segundo porque não queria veicular a informação que esta divida estaria fazendo Leão ser contundente nas entrevistas contra a diretoria com o propósito de ser mandado embora e assinar um contrato com um time de fora, para com o dinheiro saldar o problema financeiro sem falar com o próprio envolvido.
llPor isso resolvi segurar a informação até segunda e procurei ouvir a versão de Leão, que aliás, embora num primeiro momento descontente e até desconfortável com a situação, fez questão de esclarecer todas as dúvidas.
llE sua explicação me convenceu que talvez, embora a informação que recebi não fosse mentira, ela poderia conter uma certa dose de exagero na formatação do quebra cabeça.
llEnfim, o importante foi ter ficado com minha consciência tranquila por ter dado credibilidade a minha fonte e ao mesmo tempo, ter sido respeitoso e compreendido por Leão na minha tentativa de esclarecer o ocorrido.
llAinda sobre o São Paulo, pelo menos 2 reforços deverão chegar até o meio do ano. As carências são a zaga e o setor de marcação de meio de campo. Mas um meio atacante também será bem-vindo.
llBreno deixou o Bayer de Munique, mas dois obstáculos atrapalham a tentativa de repatriá-lo: a vontade do jogador em seguir na Europa e o problema com a justiça alemã.
llEu particularmente tentaria dar uma oportunidade mais duradoura a Bruno Uvini, que voltou de uma temporada de 3 meses na Inglaterra.
llAcho que falta a ele primeiro uma sequência e segundo um pouco mais de sorte em não se contundir tanto servindo as seleções do Brasil.
llPalmeiras classificado de forma justa na Copa do Brasil. Pode até brigar pelo titulo, mas não é o favorito. E no Brasileiro precisa de reforços, bons reforços, aliás, para tentar algo melhor que só participar.
llFelipão pode até não ter tido essa intenção, mas ao afirmar 3 dias antes do jogo que deixará o comando do clube no fim deste ano, trouxe para si o foco da notícia e o time parece ter jogado mais leve contra o Atlético Paranaense.
llNão vi o jogo e escrevo esta coluna sem ao menos ter visto os melhores momentos, mas pelo que ouvi o jogo entre Corinthians e Vasco foi de uma dramaticidade a toda prova.
llE a classificação veio da forma como o fiel torcedor está mais acostumado. Com doses exageradas de sofrimento e angústia e com uma explosão do Pacaembu como há muito não acontecia.
llMas nada é fácil para o Corinthians. Apesar de todas as dificuldades até agora, o time ainda tem pela frente Santos e talvez Boca Juniors na final. Vai precisar de toda competência de Tite e do grupo para superar esses rivais.
llGoleiro Dida, há 2 anos sem jogar profissionalmente, vai defender a Lusa neste Brasileirão. Mas precisa de pelo menos 40 dias para entrar em forma.
llAté lá terá que sofrer a distância e se acostumar com aquilo que virá pela frente quando pisar nos gramados num jogo oficial: muito trabalho, uma vez que o elenco é fraco num todo.

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