quinta-feira, 7 de julho de 2011

Como escrevemos na semana passada, Carpegiani suportou a eliminação da Copa do Brasil mais pela boa vontade do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, do que pelo apoio de diretores e conselheiros.

Mas as 3 derrotas atuais seguidas no Brasileirão foram demais. Nem o fato do treinador ter apostado nos garotos do CT de Cotia o segurou. A queda era inevitável.

Foram 46 jogos nesta segunda passagem. Um time que pouco empatou, só 4 vezes, mas que perdeu em 13 ocasiões e conquistou 29 vitórias. Se a porcentagem não é ruim de aproveitamento, a falta de títulos pesou negativamente.

Após o jogo contra o Flamengo no Engenhão, o treinador se mostrava abatido, insatisfeito talvez com o fato de não conseguir tirar mais nada do grupo, mas afirmava que não pediria as contas.

Não precisou. Foi demitido na chegada a São Paulo, para a alegria de muitos jogadores, entre eles Rivaldo, Ilsinho, Marlos (apesar de ter sido o treinador que mais lhe deu chances) e Henrique, entre outros.

Talvez quando esta coluna for publicada, o São Paulo já tenha definido seu novo técnico. Juvenal gostaria de trazer Cuca, mas existe uma rejeição grande na diretoria e até no elenco, de um dos atletas mais fortes e prestigiados.

Dorival Junior para muitos é um treinador que conseguiria colocar a casa em ordem, mas é caro e estava, até então, empregado no Galo.

Mas seja qual for o substituto de Carpegiani, ele vai sofrer se não receber reforços. Mesmo quando Luis Fabiano estrear, Lucas voltar da seleção e Cícero, o único contratado estrear, o time ainda terá carências. 

A permanência de Dagoberto no tricolor após março de 2012 está complicada. A primeira proposta do clube foi tão baixa, que não existiu nem contraproposta dos representantes do atleta.

Quem também está precisando de reforços é o Santos e Muricy já explicitou isso bem claramente à diretoria.

Foram muitas perdas no grupo, e mesmo com a volta dos 3 da seleção principal, o elenco é curto para suportar o Brasileirão e a disputa do Mundial, no final do ano.

E além dos sempre assediados Neymar e Paulo Henrique Ganso, agora Danilo e Alex Sandro também estão na mira de clubes europeus. Vai ser complicado mantê-los.

Outra coisa que penso sobre o Santos. É legal jogar às vezes no Pacaembu, mas a verdadeira casa santista é a Vila Belmiro e acho que a diretoria devia parar de mudar tanto assim os jogos.

Estive no Rio de Janeiro e dentro do vestiário do Flamengo no Engenhão não se falava em outra coisa: a chegada de Kleber do Palmeiras para reforçar a equipe carioca.

O negócio pode ficar mais claro a partir da entrada de 3,5 milhões de dólares da venda do atacante Vanderlei para o futebol do Catar.

Alex Silva, zagueiro que recentemente deixou o São Paulo, também é um nome de consenso na diretoria rubro-negra.

Felipão tem certeza que o “Gladiador” não deixa o Verdão e que ele só não jogou as últimas partidas devido a uma lesão e não pelo fato de poder completar 7 jogos pelo clube.

Esse lateral esquerdo Ramon, que o Corinthians trouxe por 4 temporadas creio que seja mais para fazer uma sombra para Fabio Santos, do que qualquer outra coisa.

Agora Alex, pelos poucos minutos que participou das duas últimas partidas do clube, mostra que quando virar titular, não sai mais. O ponto de interrogação é: quem sairá do time?

Tá demorando demais as estréias de Bruno, goleiro e Lucas Gaúcho, atacante, no time da Portuguesa. Será que eles estavam tão defasados fisicamente assim em relação aos demais atletas?

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