sexta-feira, 1 de abril de 2011

Foi fantástica a festa da torcida do Santa Cruz no jogo de quarta contra o São Paulo, pela Copa do Brasil. É um torcedor apaixonado, embora dentro de campo o clube não tenha dado tantas alegrias assim nos últimos anos.

Eu sempre defendi o critério técnico em todas as competições, mas fico pensando até que ponto não seria legal ter um time como o Santa Cruz na primeira divisão no lugar, por exemplo, de um Grêmio Prudente ou outro genérico.

Uma pena é o futebol pernambucano não ter um time na primeira divisão, na elite. São 3 times tradicionais, mas que foram mal administrados nas últimas temporadas e não suportaram o peso de se segurar entre os melhores.

Tanto Nautico como Sport já declararam que não tem interesse de ficar com o legado do novo estádio, na Zona da Mata, que vai ser construído para a Copa do Mundo.

Já o Santa Cruz é contra a realização da obra. O presidente Antonio Luis Neto gostaria que os recursos fossem aplicados na modernização do Mundão do Arruda.

Sobre o jogo, foi um São Paulo confuso. E Carpegiani fez questão de bagunçar ainda mais a equipe com as alterações malucas que fez durante os 90 minutos.

Lucas pela primeira vez teve uma marcação implacável, homem a homem, feita pelo jogador Everton Sena. E não soube sair dela em quase toda a partida.

Mas para ele foi um aprendizado, como reconheceu ao final do jogo. Terá que se empenhar mais na próxima vez que isto acontecer.

Jogadores do Tricolor chegaram a Recife quando estava terminando a festa de apresentação de Luis Fabiano no Morumbi. E todos ficaram impressionados com a recepção que foi dada ao atacante pela torcida.

Rogério, que foi o mestre cerimônia da festa no Morumbi, só chegou à capital pernambucana as 2h30 da quarta-feira, juntamente com Milton Cruz.

Mesmo cansado ele parou no saguão para uma resenha de uns 10 minutos com alguns jornalistas, entre eles este colunista, e falou com entusiasmo sobre a recepção a Luis Fabiano.

Disse que não teve intenção de atingir o Corinthians quando na festa afirmou que só o São Paulo poderia fazer um evento daqueles, porque o São Paulo tinha casa própria para isso. Mas que foi um cutucão, eu não tenho dúvídas que foi.

Sobre o seu centésimo gol marcado no domingo anterior, contra o rival, a ficha segundo ele ainda não tinha caído.

Ele ficou impressionado com o número de mensagens recebidas no pós-jogo, e principalmente pela repercussão mundial do acontecimento, matéria nos principais jornais e sites esportivos do mundo.

Rogério nos disse que sabia que o centésimo gol iria acontecer neste ano, mas não esperava que fosse logo no início da temporada. 

Um documentário sobre a façanha de Rogério Ceni está sendo finalizado e no máximo em 10 dias estará a disposição do torcedor são paulino.

Durante a madrugada pipocaram fogos de artifício na frente do hotel onde a delegação do Tricolor estava concentrada em Recife. A primeira e mais intensa bateria foi por volta das 3h15 da manhã e durou uns 5 minutos.

Fazia muito tempo que eu não via este tipo de artifício ser utilizado no futebol brasileiro. 

Os fogos não atrapalharam muito o sono dos atletas, mas incomodaram demais o sono dos demais hóspedes do hotel 5 estrelas na praia de Boa Viagem.

Depois do jogo, Carpegiani disse que colocou Rivaldo como titular também como uma forma de presenteá-lo por estar jogando em casa. Aliás, Rivaldo em nenhum momento escondeu sua paixão como torcedor pelo Santa Cruz.

O técnico são paulino disse também que espera contar com Luis Fabiano já treinando  com os demais atletas dentro de no máximo 20 dias, ou seja, na segunda quinzena de abril.

E Cleber Santana hein! Ganha 200 mil reais mensais e nem sequer é relacionado para as partidas. Fora que o São Paulo ainda tem uma última parcela de sua compra para pagar agora em julho.

Alguns clubes procuraram o Tricolor, mas quando souberam o valor do salário, desistiram imediatamente. A melhor proposta foi do Sport. O time da Ilha do Retiro se dispôs a pagar 50 mil reais e o Tricolor cobriria a diferença

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