• Estive em Campina Grande para o jogo do São Paulo pela Copa do Brasil e em quase 25 anos de coberturas no futebol, raras vezes vi tanta confusão dentro do gramado.
• Pouco antes da entrada do time paulista em campo, tinha tanta gente no gramado, que cheguei a imaginar que o São Paulo desistiria da partida.
• O aquecimento dos jogadores foi prejudicado pelo excesso de crianças e convidados de todas as autoridades da cidade. Fotos e autógrafos para todos os lados.
• O cúmulo aconteceu durante o primeiro tempo. Um policial colocou sua filha e esposa no gramado para pedir autógrafo aos jogadores do banco são-paulino. Isso com a bola rolando.
• Policias civis, médicos, bombeiros, gente da ACEP (associação de cronistas esportivos da Paraíba), pessoas credenciadas como radialistas, mas com máquinas fotográficas. Enfim, uma desorganização sem precedentes.
• O pior é que o presidente da ACEP, João Camurça, que estava cuidando do credenciamento dos jornalistas, queria evitar que os jornalistas de São Paulo trabalhassem, porque ainda não tinham renovado sua carteira da ABRACE.
• Expliquei a ele, como diretor da ACEESP, que a renovação em São Paulo ocorria no mês de março, junto com a própria renovação da credencial da ACEESP.
• Ele, entretanto, mais preocupado em criar caso com quem estava realmente trabalhando, chegou a sugerir ao repórter Jessé Nascimento, da Rádio Globo, que comprasse ingresso para trabalhar.
• Porém em nenhum momento o vi tentando organizar e retirar as pessoas não autorizadas do gramado do "Amigão”. Um fanfarrão!!!!
• Por falar no estádio, embora simpático, necessita urgentemente de uma grande reforma.
• O ponto positivo é que em qualquer lugar que o torcedor esteja sentado, a visão do campo de jogo é excelente. E só.
• Ao redor do estádio, do lado externo, muitas pedras e pedaços de madeira, propícios a uma briga de alta periculosidade entre as torcidas.
• Os vestiários só não estavam alagados no dia do jogo devido a bombas de retirada de água instaladas no início da semana. Aliás, o do São Paulo chegou a ficar cheio de água no dia da nossa chegada, segunda-feira.
• Agora, isso tudo que escrevi até agora pode ser justificado e relevado e até ajustado com poucas e pontuais ações. O grande absurdo foi mesmo as cenas dantescas de pessoas armadas nas arquibancadas do “Amigão”.
• Cenas que foram ao ar em todo Brasil e que repercutiram no Mundo, no país que vai sediar a próxima Copa. Imagine a imagem passada a quem pretende vir ao Brasil para o Mundial.
• A tragédia poderia ter sido descomunal se a massa, enfurecida, tivesse arrancado a arma da pessoa, ou se, assustada, tivesse provocado uma correria nas arquibancadas.
• Entrevistei o Tenente Coronel da Polícia Militar, José Ronaldo, que embora não tenha falado com todas as letras, deu a entender que policiais civis é que proporcionaram o ato repugnante.
• Ele me garantiu que não eram torcedores que entraram com as armas e sim pessoas autorizadas.
• O fato merece uma apuração rigorosa e uma punição exemplar por parte das autoridades paraibanas.
• Dentro de campo, Lucas deixou claro que poderá ser o diferencial do São Paulo na temporada. Ele, que voltava da seleção sub-20 jogou muito bem, e recebeu elogios de Carpegiani, Dagoberto e Rogério Ceni.
• Carpegiani chegou a dizer que o São Paulo desta temporada é Rogério, Lucas e mais 9 atletas, para ressaltar a importância do jogador.
• Embora não goste do esquema, o técnico Tricolor tem como tendência manter o 3-5-2 nos próximos jogos da equipe, esquema que deu mais consistência ao sistema defensivo.
• Com isso, cai uma vaga no meio campo ofensivo. Por isso a pergunta: quando Rivaldo voltar, quem saí do time? Eu aposto em Fernandinho.
• Até porque Dagoberto é o principal artilheiro e assistente da temporada. Em 8 partidas das 9 disputadas pelo São Paulo, ele jogou apenas duas inteiras. E já fez 5 gols e deu 4 assistências.
• Marcelinho Paraíba tem proposta para sair para o Sport Recife, desta vez em definitivo. Só está esperando Carpegiani autorizar, o que deve acontecer nos próximos dias.
• Por fim, pelo que apurei, Casemiro, embora tenha realizado um excelente sul-americano sub-20, não tem tanta moral assim com o treinador são-paulino. Carpegiani ainda não viu no atleta a mesma determinação e vontade que mostrou no Peru.
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