quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Estive em Campina Grande para o jogo do São Paulo pela Copa do Brasil e em quase 25 anos de coberturas no futebol, raras vezes vi tanta confusão dentro do gramado.
Pouco antes da entrada do time paulista em campo, tinha tanta gente no gramado, que cheguei a imaginar que o São Paulo desistiria da partida.
O aquecimento dos jogadores foi prejudicado pelo excesso de crianças e convidados de todas as autoridades da cidade. Fotos e autógrafos para todos os lados.
O cúmulo aconteceu durante o primeiro tempo. Um policial colocou sua filha e esposa no gramado para pedir autógrafo aos jogadores do banco são-paulino. Isso com a bola rolando.
Policias civis, médicos, bombeiros, gente da ACEP (associação de cronistas esportivos da Paraíba), pessoas credenciadas como radialistas, mas com máquinas fotográficas. Enfim, uma desorganização sem precedentes.
O pior é que o presidente da ACEP, João Camurça, que estava cuidando do credenciamento dos jornalistas, queria evitar que os jornalistas de São Paulo trabalhassem, porque ainda não tinham renovado sua carteira da ABRACE.
Expliquei a ele, como diretor da ACEESP, que a renovação em São Paulo ocorria no mês de março, junto com a própria renovação da credencial da ACEESP.
Ele, entretanto, mais preocupado em criar caso com quem estava realmente trabalhando, chegou a sugerir ao repórter Jessé Nascimento, da Rádio Globo, que comprasse ingresso para trabalhar.
Porém em nenhum momento o vi tentando organizar e retirar as pessoas não autorizadas do gramado do "Amigão”. Um fanfarrão!!!!
Por falar no estádio, embora simpático, necessita urgentemente de uma grande reforma. 
O ponto positivo é que em qualquer lugar que o torcedor esteja sentado, a visão do campo de jogo é excelente. E só.
Ao redor do estádio, do lado externo, muitas pedras e pedaços de madeira, propícios a uma briga de alta periculosidade entre as torcidas.
Os vestiários só não estavam alagados no dia do jogo devido a bombas de retirada de água instaladas no início da semana. Aliás, o do São Paulo chegou a ficar cheio de água no dia da nossa chegada, segunda-feira.
Agora, isso tudo que escrevi até agora pode ser justificado e relevado e até ajustado com poucas e pontuais ações. O grande absurdo foi mesmo as cenas dantescas de pessoas armadas nas arquibancadas do “Amigão”.
Cenas que foram ao ar em todo Brasil e que repercutiram no Mundo, no país que vai sediar a próxima Copa. Imagine a imagem passada a quem pretende vir ao Brasil para o Mundial.
A tragédia poderia ter sido descomunal se a massa, enfurecida, tivesse arrancado a arma da pessoa, ou se, assustada, tivesse provocado uma correria nas arquibancadas.
Entrevistei o Tenente Coronel da Polícia Militar, José Ronaldo, que embora não tenha falado com todas as letras, deu a entender que policiais civis é que proporcionaram o ato repugnante.
Ele me garantiu que não eram torcedores que entraram com as armas e sim pessoas autorizadas.
O fato merece uma apuração rigorosa e uma punição exemplar por parte das autoridades paraibanas.
Dentro de campo, Lucas deixou claro que poderá ser o diferencial do São Paulo na temporada. Ele, que voltava da seleção sub-20 jogou muito bem, e recebeu elogios de Carpegiani, Dagoberto e Rogério Ceni.
Carpegiani chegou a dizer que o São Paulo desta temporada é Rogério, Lucas e mais 9 atletas, para ressaltar a importância do jogador.
Embora não goste do esquema, o técnico Tricolor tem como tendência manter o 3-5-2 nos próximos jogos da equipe, esquema que deu mais consistência ao sistema defensivo.
Com isso, cai uma vaga no meio campo ofensivo. Por isso a pergunta: quando Rivaldo voltar, quem saí do time? Eu aposto em Fernandinho.
Até porque Dagoberto é o principal artilheiro e assistente da temporada. Em 8 partidas das 9 disputadas pelo São Paulo, ele jogou apenas duas inteiras. E já fez 5 gols e deu 4 assistências.
Marcelinho Paraíba tem proposta para sair para o Sport Recife, desta vez em definitivo. Só está esperando Carpegiani autorizar, o que deve acontecer nos próximos dias.
Por fim, pelo que apurei, Casemiro, embora tenha realizado um excelente sul-americano sub-20, não tem tanta moral assim com o treinador são-paulino. Carpegiani ainda não viu no atleta a mesma determinação e vontade que mostrou no Peru. 

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